Puma,
finalmente consegui ter um tempo para mim, aliás, para nós, para sentar com calma e registrar aqui meu olhar sobre nossos dias juntos. Não que as lembranças não viessem desde então, com arrepios, sorrisos e mordidas nos lábios… até o cheiro do nosso suor juntos, de um beijo molhado ou do seu gozo na minha boca vêm para me fazer parar tudo e reviver um pouquinho do nosso fim de semana de amor.
Nossa conexão é tão fácil! Basta disponibilidade e tudo flui. Transbordam o amor e a alegria pela fartura do tempo. E vem uma paz… porque estar juntos parece suficiente.
Preferimos estender nosso café da manhã com vista pro mar só pra continuar nossas conversas infinitas, rindo e chorando e ainda percebendo que há o que descobrir sobre o outro… uma intimidade que não para de aumentar e nos tornar mais e mais próximos.
Eu achei gostoso você se expondo pra mim pra contar sobre as dores da sua criança de não receber atenção… que bom poder te acolher, conversar, explicar e estar com junto com você. O mesmo homem que também se expõe quando tira a roupa pra mim na varanda, de um jeito novo, para me mostrar como está gostoso e exibir suas costas, braços e peitos fortes, que ganharam as minhas lambidas de admiração e desejo… uma atitude que, muito além do aspecto físico, revela tanto de um caminho compartilhado, de superação de limites pessoais e de um gostoso orgulho de si mesmo, que senti, naquela hora, dedicado a mim. Eu achei esse momento lindo e, de novo, me preenchi de intimidade.
Mesmo em público, a conexão não se desfez, manifestando-se em cada toque sutil, na troca de olhar sorridente, nos versos de amor cantados pro outro… aquele show maravilhoso na chuva com a trilha sonora da nossa história… que delícia continuar na chuva depois, com a pista vazia, só nós, em mais uma conversa infinita trocada dentro da nossa bolha de amor… que seguiu para a água quentinha, onde pudemos ficar bem pertinho, encostando pés, mãos, braços, conversando coladinhos, sem descanso para os corpos desejosos e as línguas falantes. Falantes de temas mexidos em nós, colocando na mesa a questão de ser ou não desejante de mais companhias gostosas com a gente.
Que delícia de dia, terminando na cama para dormirmos juntos depois de uma transa gostosa, com você cochichando sacanagem no meu ouvido e me deixando loucamente excitada com o seu jeito safado, ao mesmo tempo que me controlava para não gemer alto, como eu tanto precisava fazer.
Quantas transas gostosas tivemos… as rapidinhas para aproveitar o tempo de um banho e as fodas das madrugadas na varanda, com você me comendo de quatro na cadeira. Até o vizinho aproveitou para se deliciar com o som do nosso gozo de amor, depois de você me chupar deliciosamente, fazendo crescer uma onda de prazer, com a minha buceta nitidamente excitada para você para gozar na sua boca, que não descolou de mim, prolongando meu gozo e me fazendo gemer, ainda que baixinho, para extravasar esse deleite…
São muitas lembranças de prazer e intimidade… Lamber todas as partes do seu corpo, dos pés à cabeça, sentir seu gosto misturado com seu cheiro, apertar seu corpo, ouvir seu pedido para abrir a boca e receber seu gozo derramado em mim… Ao mesmo tempo, sentir sua mão na dobra da minha bunda durante um show, balançar nossos corpos no mesmo ritmo da canção que fala do nosso amor, dividir uma risada com um olhar de cumplicidade…
Tudo tão simples e intenso e acho que, também, tão sofisticado e calmo…
Que bom que nós somos nós e que esse laço fica tão forte, com todos os momentos da nossa vida vividos de forma cada vez mais consciente, sendo coroados por um fim de semana de amor.
Foi um presente de verdade passar esses dias juntos assim e marcar nossa história com mais esse episódio, um segundo capítulo de nossas viagens de amor.
Te amo, Puma.
P. Heart
